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O filósofo e dramaturgo Carlos Henrique Escobar, ainda jovem estudante no início dos anos 1960, no salão da antiga Biblioteca da Maison de France.
Alguns intelectuais que passaram pela Mediateca:
   
Anos 60
Carlos Henrique Escobar
   
08/11/1999
Michel Houellebecq
   
05/05/2000
Adriana Calcanhoto
   
16/05/2000
Pierre Michon
   
19/03/2001
Ahmadou Kourouma
   
14/03/2002
Pascale Casanova
   
22/06/2004
Michel Deguy
   
16/08/2004
Jacques Derrida
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A Embaixada da França e a Aliança Francesa, esta última presente no Rio de Janeiro já em 1885, sempre apoiaram sua ação cultural com a ajuda de livros e acervos documentais. É por esta razão que a Maison de France, desde a sua inauguração em 1956, passou a abrigar «duas grandes bibliotecas», a do Serviço Cultural da Embaixada da França na época e a da Aliança Francesa, «dotadas de um número considerável de obras relativas a todas as áreas do conhecimento» e de «uma sala de imprensa onde se pode encontrar todos os jornais franceses por malote aéreo» - como dizia um texto de divulgação da época.

Em 1961, as bibliotecas do Serviço Cultural da Embaixada e da Aliança Francesa foram reunidas para constituir a Biblioteca da Maison de France. De 1964 a 1985, durante o período da ditadura militar, ela foi um espaço de liberdade, trocas e acesso livre a diversas “leituras subversivas” no país, especialmente os pensadores franceses de esquerda. Ao lado da então Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal, surgia como um lugar preservado de censura e propício ao debate de idéias. Foi, portanto, durante os anos de chumbo que a Biblioteca adquiriu seu perfil universitário e sua vocação como lugar de agitação cultural.

Renovada em 1991, com o incremento de diversos suportes multimídia, tornou-se uma Mediateca, organizada segundo o modelo das mais modernas bibliotecas francesas do gênero,
abrigando um acervo contemporâneo em livros, cds, vídeos, periódicos, terminais de TV, áudio e vídeo, bem como computadores para uso do público.

Desde 1996, a Mediateca da Maison de France, MMF, funciona também como um Centro de Informações, propondo aos leitores, visitantes e amigos um serviço gratuito de orientação e busca de dados sobre a França contemporânea. Em 1998, iniciamos uma re-informatização completa do acervo e em 2001, ano do quadragésimo aniversário, passamos a oferecer ao público o acesso online ao catálogo.

Em 2005, ampliamos o horário de atendimento ao público, de 40 para 50 horas semanais – a fim de atender uma demanda antiga dos nossos leitores. E aumentamos consideravelmente o número de eventos, dentre os quais destacamos a presença do cartunista francês Plantu, do escritor senegalês Boubacar Boris Diop e do musicólogo Jean-Jacques Nattiez. A MMF abrigou também, com a presença do filósofo Michel Lisse, a Jornada Jacques Derrida (parceria com a UFJF) e o Colóquio Internacional Barthes-Blanchot (parceria com a UFF). 2005 foi também o ano da XIII Bienal do Livro, que rendeu homenagem à França e onde a Mediateca esteve presente organizando o colóquio Sociedade da Informação – Novo Paradigma para as Bibliotecas. Esse colóquio foi fruto de uma parceria com a Biblioteca do Goethe Institut e contou com especialistas brasileiros, franceses e alemães como Armand Mattelart, Rainer Kuhlen, Patrick Bazin e Barbara Lison.

Em 2006, ano em que a Maison de France comemorou seu 50° aniversário e a Mediateca os seus 45 anos de intensa atividade cultural, reformulamos completamente nosso site web. Renovamos e ampliamos nosso parque informático, oferecendo ao público quatro terminais internet. Tivemos o colóquio Bibliotecas Digitais, mais uma parceria com a Biblioteca do Goethe Institut; a presença dos escritores Jean-Paul Delfino, Jean-Michel Djian e Nancy Houston (prêmio Fémina 2006 por seu romance Ligne de faille); uma leitura dramática de O Inominável de Samuel Beckett, com o grande ator francês Rufus; e muito mais. Confira sempre nossa programação na Agenda Cultural.

Venha participar da nossa comunidade. As portas estão abertas.
A equipe da Mediateca espera por você.

 

 
 
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